Poupança e inflação: qual é a relação entre elas?

Toda pessoa que pensa em começar a investir já ouviu diversas opiniões sobre a poupança. Mas você sabe, de fato, o que ela é? E mais, como a relação poupança e inflação afeta o rendimento desse tipo de investimento?

Se essas perguntas já passaram pela sua cabeça, você chegou ao lugar certo!

Preparamos um conteúdo completo sobre a aplicação que, muitas vezes, é a porta de entrada para o mundo dos investimentos: a poupança. Além disso, você vai sair daqui entendendo como a alta inflação afeta a poupança.

Continue para aprender sobre os seguintes tópicos:

  • Poupança: o que é, como funciona?;
  • Poupança e inflação: aliadas ou não?;
  • Aumento da inflação: 2 maneiras de proteger seus investimentos.

Boa leitura!

Poupança: o que é, como funciona?

Em primeiro lugar, a poupança é um dos investimentos mais antigos que existem. Para você ter uma ideia, ela foi criada em 1861, depois de um decreto assinado por D.Pedro II.

Na época, e até hoje em dia, ela era chamada de caderneta de poupança. Com o passar do tempo, o investimento passou por mudanças relacionadas às suas taxas de juros de rendimento.

Investir na poupança não requer muitas coisas. E é exatamente por ser bem simples que ela é uma das primeiras escolhas de quem está começando a investir.

Você irá precisar apenas abrir uma conta poupança. Basta pesquisar qual, dentre todos os bancos que oferecem a opção, irá escolher.

Como funciona?

A poupança faz parte do grupo dos investimentos de renda fixa. Ou seja, ao aplicar, o investidor sabe exatamente a porcentagem de rendimento que terá ao ano.

Esse rendimento está diretamente atrelado à Taxa Selic e à Taxa Referencial (TR). Ambas são impactadas pela inflação no país.

O Comitê de Política Monetária (Copom) é quem define os valores da taxa Selic, mensal e anual. Na última reunião, em outubro/2021, ficou estabelecido que o percentual da taxa no ano seria de 7,75%.

Isso não significa que esse número não possa mudar. Afinal, o valor da taxa é pensado a cada 45 dias, e é uma maneira de controlar a alta inflação. E quando uma não para de crescer, a outra também tende a subir.

Mais pra frente vamos te explicar melhor a relação entre poupança e inflação. Continue a leitura para não perder nada.

Qual o rendimento da poupança?  

Como explicamos aqui em cima, a taxa Selic mais a TR são quem define quanto que suas aplicações na poupança irão render. Confira abaixo como é feito o cálculo.

  • Selic acima de 8,5% no ano: rendimento de 0,5% ao mês e TR;
  • Selic igual ou menor que 8,5% ao ano: rendimento de 70% da taxa + TR.

É importante citar que desde 2017 o valor da taxa TR é zero. Portanto, o sucesso nos rendimentos na caderneta de poupança está diretamente atrelado à Selic, que, por sua vez, está conectada à inflação.

>>> Entenda mais sobre a relação da poupança com a taxa Selic no post: Como funciona a taxa Selic na poupança? Veja se vale a pena!

Poupança e inflação: aliadas ou não?

Não mesmo! Sim, essa é a resposta para a questão. Mas, calma, você não vai sair daqui só com esse porquê superficial .

Entender como a inflação afeta a poupança é bem simples! O aumento dos preços de produtos e serviços faz com que o IPCA, o índice oficial da inflação, cresça. E é aí que se encontra o perigo para seus investimentos.

Quando o IPCA cresce e a porcentagem de rendimento da poupança não fica no mesmo patamar ou mais alto, você começa a ter prejuízo. No período de setembro/2020 a outubro/2021, segundo dados Economatica, a rentabilidade da poupança foi menor do que a inflação.

Isso acontece pelos motivos explicados no tópico acima: “qual o rendimento da poupança?”. Ou seja, com o IPCA alto a Taxa Selic cresce e o rendimento na poupança diminui.

Para entender melhor essa relação ruim entre poupança e inflação, basta observar o acumulado de rendimentos retirados com a alta do índice IPCA.

De acordo com o Banco Central do Brasil, em outubro/2021 foram sacados 285,5 bilhões de reais da poupança. Enquanto foram depositados, no mesmo período, na caderneta, 278 bilhões.

Com o IPCA acumulado de 12 meses em 10,67%, os lucros da poupança são quase inexistentes. Já que a Selic está em 7,75%, o rendimento está abaixo da inflação. Ou seja, mesmo que você saque um valor a mais do que depositar, essa quantia não estará valorizando.

>>> Quer entender como corrigir o valor do seu dinheiro baseado na inflação? Leia o post: Como calcular a inflação acumulada? Aprenda agora!

Sabendo o básico sobre a ligação entre poupança e inflação, você vai estar mais atento sobre quando investir em renda fixa.

Aumento da inflação: 2 maneiras de proteger seus investimentos

Já entendeu que a junção poupança e inflação não é boa, né? Mas, será que existe um meio de  se proteger do temido aumento da inflação? A resposta para essa pergunta é simples…

SIM!

O segredo é se juntar ao “inimigo”. Exatamente! Aplicar em investimentos com rentabilidade atrelada ao índice IPCA é a melhor opção.

Confira abaixo algumas opções para não perder dinheiro nesse momento. Vale lembrar que todos são investimentos de renda fixa.

Tesouro IPCA+

A primeira opção é investir em títulos públicos, como o Tesouro IPCA+. Esse tipo de investimento faz parte do grupo híbrido do Tesouro Direto.

O cálculo de rentabilidade desse título acontece da seguinte maneira:

  • uma parte do lucro vem de um percentual pré fixado e definido no momento da compra;
  • a parte restante equivale a porcentagem do índice IPCA.

Ou seja, mesmo que a inflação esteja alta, com a compra do título Tesouro IPCA+, seu investimento sempre terá ganho. Por exemplo:

Laura investiu 1100 reais no Tesouro IPCA+. No momento da compra ela foi informada que o retorno pré fixado seria de 2% ao ano. Supondo que nesse período a inflação alcance 8%, então o rendimento de Laura será de 10% em um ano.

Fundos de inflação

Investir nas cotas do fundo de inflação é  outra alternativa para não perder poder de compra quando a inflação está alta. Por ser indexado ao IPCA, o rendimento segue na mesma linha da alta de preços de produtos e serviços.

É importante citar que os fundos de inflação contam com duas categorias:

  • a primeira: caso queira retirar sua aplicação antes de cinco anos: IMA-B 5;
  • a segunda: caso queira retirar com mais de cinco anos: IMA-B 5+.

[BÔNUS] Diversifique seus investimentos

Outra maneira de se proteger da inflação é levando diversidade às suas aplicações. Ou seja, ao invés de investir apenas em ativos de renda fixa, aplique também na renda variável. Com essa ação sua rentabilidade aumenta por não depender de apenas um tipo de investimento.

Vale lembrar que, independentemente do investimento escolhido  , é importante saber que tipo de investidor você é. Essa ação de autoconhecimento faz com que as expectativas sobre a rentabilidade das aplicações em um determinado período não sejam quebradas.

Confira o vídeo abaixo para descobrir como escolher o investimento certo para você. Aperte o play!

Gostou de entender mais sobre a junção de poupança e inflação? Conheça o blog da Xpeed School, a escola da XP Inc, para ficar por dentro de todas as mudanças do mercado financeiro e de investimentos!

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